Ao longo da nossa vida, inúmeros sóis irão cruzar-se no nosso percurso. Uns irão estar connosco só de passagem, outros ficarão por um tempo indeterminado, tempo esse que variará de sol para sol. Uns estarão à distância de um simples olhar, outros à distância de um toque. Inúmeros sóis irão despontar os maiores sorrisos, irão roubar a nossa respiração, pedir o nosso corpo emprestado, bem como o nosso coração. E nós vamos gostar desse sentimento de posse porque no fundo, é aquilo que mais queremos no momento. Mas mesmo assim, por muitos sóis que apareçam, haverá sempre algo que eles nunca terão. A capacidade de desnudar uma alma com a facilidade com que desnudam um corpo. De demonstrarem amor com tanta facilidade como quando lhes foge pelos lábios um "amo-te" banalizado. Nunca vão ter essa capacidade. Porque isso pertence à lua. Não às luas, mas sim à lua. Porque para mim, cada pessoa tem os seus sóis e a sua lua. a única pessoa capaz de ver a sua alma, tanto as suas facetas mais obscuras, como as mais puras e mesmo assim, continuar à amá-la, exatamente da mesma forma, senão de uma forma ainda mais forte. O segredo está em não nos deixarmos vislumbrar por palavras bonitas e começarmos a dar valor às pequenas coisas da vida, aos gestos mais simples mas mais significativos. Em entendermos que facilidades são uma parvoíce e que se queremos, temos de lutar para ter, porque sem esforço nada se consegue. Se alguma vez encontrares a tua lua, nunca a deixes escapar, porque desnudar a alma é algo que todos querem, mas que nem todos conseguem.
Que lindo. Espero um dia encontrar essa tal lua de que falas, e espero, claro, que encontres a tua. Adoro o que escreves, continua, que eu vou fazer sempre questão de ler ;)
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